Dia 5 de Junho - Contra a Revisão Laboral
June 4th, 2008 by drcursor
Dia 5 é dia de lutar pelos direitos de todos, contra esta revisão laboral, pela defesa dos direitos dos trabalhadores. Ler mais aqui e aqui.
Dia 5 é dia de lutar pelos direitos de todos, contra esta revisão laboral, pela defesa dos direitos dos trabalhadores. Ler mais aqui e aqui.

( Lisboa > Alfama > São Miguel > 25/04/2008 > 06.30 )
Cobre-te canalha
Na mortalha
Hoje o rei vai nu
Os velhos tiranos
De há mil anos
Morrem como tu
Abre uma trincheira
Companheira
Deita-te no chão
Sempre à tua frente
Viste gente
Doutra condição
Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores
Livra-te do medo
Que bem cedo
Há-de o Sol queimar
E tu camarada
Põe-te em guarda
Que te vão matar
Venham lavradeiras
Mondadeiras
Deste campo em flor
Venham enlaçadas
De mãos dadas
Semear o amor
Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores
Venha a maré cheia
Duma ideia
P’ra nos empurrar
Só um pensamento
No momento
P’ra nos despertar
Eia mais um braço
E outro braço
Nos conduz irmão
Sempre a nossa fome
Nos consome
Dá-me a tua mão
Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores
(José afonso - coro da primavera)
Há que fazer com que Abril se cumpra!

Ao preencher a sua declaração de IRS pode, sem custos adicionais ajudar a Voz do Operário, instituição que comemorou este ano o seu 125º Aniversário, 125 anos a educar crianças, 125 anos a prestar serviços à comunidade.
Para isso apenas tem de preencher no seu anexo H, o campo 902 do quadro 9 com o valor 500259518. Desta forma 0,5% do seu imposto liquidado reverterá a favor da instituição.
Mais 100.000 na rua, desta vez os professores a lutar pela dignidade da sua classe profissional!
Serão todos comunistas senhor primeiro ministro? Serão mais de 2/3 dos professores deste pais Comunistas? Então o pais tem por certo um futuro próximo socialista e comunista!
É de louvar que os media desta vez mostrem em directos a manifestação com helicopteros e tudo! Onde estavam aquando da saida de 200.00 trabalhadores em Lisboa o ano passado?
Cada vez mais pessoas saem à rua! É preciso o governo deixar de ser prepotente e passar a dialogar e ouvir o povo e os trabalhadores! A democracia não acaba no voto.

Para quando um movimento anti-jornais-gratuitos-cheios-de-noticias-publicitárias ?
Quando vão as pessoas começar a ver que aquela quantidade massiva de jornais não só é um desperdício de papel, como também uma forma de lhes fazer uma lavagem cerebral, com noticias ultra-simplificadas e normalmente tendenciosas?
Quando vamos deixar de ter os novos arrumadores, que em vez de pedirem moedinhas enfiam jornais para dentro dos carros das pessoas?
Pelos vistos, como se pode ver aqui (e num exemplo de Inglaterra, aqui) parece que não sou o único que considera estes jornais um problema.
Acho que vale bem a pena ler este artigo do “diário de bordo”, onde são postas a nu algumas das realidades sobre a segurança social…
Acho que vale a pena pensar na questão dos (falsos) recibos verdes, nas contribuições tão desmesuradas que quem os passa tem que pagar (tudo para apanhar os profissionais liberais que aproveitam os r.verdes para negocios muito maiores, declarando muito pouco).
O mundo laboral está-se a tornar um mundo de faz de conta, em que não há trabalhadores, apenas “colaboradores”. Em que poucos tem o vinculo laboral que corresponde à realidade, em que menos ainda usufruem dos contratos colectivos, frutos de anos e anos de lutas, um mundo laboral em que o Estado é um dos principais (maus) exemplos…
Hoje o Governo definiu como um dos seus principais objectivos diminuir a precariedade… se for verdade (ah ah ah) é uma volta de 180º…pena não ser…

160 anos do arranque de um dos maiores saltos na evolução da humanidade.
[21.02.1848]
Podem consultar aqui.
O Manifesto do Partido Comunista, elaborado por Marx e Engels como programa da Liga dos Comunistas, armou o proletariado com a demonstração científica da inevitabilidade do derrube do capitalismo e da vitória da revolução proletária, definiu as tarefas e objectivos do movimento proletário revolucionário.
Tão actual passado todo este tempo…
“Anda um espectro pela Europa — o espectro do Comunismo. Todos os poderes da velha Europa se aliaram para uma santa caçada a este espectro, o papa e o tsar, Metternich e Guizot, radicais franceses e polícias alemães.
Onde está o partido de oposição que não tivesse sido vilipendiado pelos seus adversários no governo como comunista, onde está o partido de oposição que não tivesse arremessado de volta, tanto contra os oposicionistas mais progressistas como contra os seus adversários reaccionários, a recriminação estigmatizante do comunismo?
Deste facto concluem-se duas coisas.
O comunismo já é reconhecido por todos os poderes europeus como um poder. Já é tempo de os comunistas exporem abertamente perante o mundo inteiro o seu modo de ver, os seus objectivos, as suas tendências, e de contraporem à lenda do espectro do comunismo um Manifesto do próprio partido.“
Após o debate e concertos de hoje em que se juntaram dezenas de jovens contra este novo programa do estado, falta ainda a segunda parte do fim-de-semana de contestação… a manifestação.
Em Lisboa: concentração às 16.30 no Rossio seguindo até à Praça do Comércio.
No Porto: concentração às 16h30 na Praça da Batalha seguindo depois para Santa Catarina - Bolhão - Aliados.

“(…) A contestação, que teve a sua primeira acção a 20 de Dezembro, pretende obrigar à revogação da lei que institui o Porta 65 Jovem e à criação de regras mais justas.
As candidaturas ao programa Porta 65 – Jovem terminaram no passado dia de 3 Janeiro, após sucessivos adiamentos atestando o completo falhanço desta primeira fase de candidaturas. Das 15 a 20 mil candidaturas esperadas apenas se efectuaram cerca de 3500. O movimento Porta 65 Fechada estima que entre 15 a 17 mil jovens, antigos beneficiários do programa de apoio anterior, ficaram automaticamente excluídos da possibilidade de se virem a candidatar.”
Mais informações em http://www.porta65fechada.net.

O grémio recebeu ontem uma ordem de despejo.
A partir de meio da tarde (cerca das 16h) começaram a juntar-se mais pessoas à porta. Passada uma hora eram cerca de 50 sócios e amigos e alguns jornalistas e fotógrafos (Lusa, jornal Público, Jornal de Notícias, etc). Às 19h eram mais de 100 pessoas de todas as idades.
Dois polícias à porta permanentemente. Os sócios eram impedidos de entrar, tirando alguns membros da direcção e aqueles que tinham de tirar de lá alguns objectos. Uma carrinha de mudanças foi sendo carregada com alguns haveres que não pertencem ao Grémio (instrumentos, coisas do bar, etc). No entanto todo o espólio do Grémio ficou lá. Uma cadeira de barbeiro saíu e houve assobios dos presentes. A cadeira não é propriedade da Associação, mas foi vista por alguns dos presentes como um símbolo deste despejo precipitado. Alguns dos proprietários estiveram no local. Cumpria-se a ordem do tribunal. Fez-se um inventário dos bens.
Cerca das 19h as pessoas que se juntaram para defender o espaço começaram a discutir o que fazer, a questionar a legalidade do despejo e a necessidade de o fazer, uma vez que estava já marcada uma reunião na Câmara Municipal de Lisboa para quarta-feira próxima, com a presença da direcção do Grémio e dos proprietários para negociar uma solução que permitisse a continuidade das actividades culturais da Associação, a preservação do edifício histórico. Houve várias ideias para não permitir o despejo, informar a comunicação social, fazer pressão para que o Grémio não fosse despejado. Fez-se uma assembleia improvisada no átrio da entrada, no rés do chão. Houve esclarecimentos de um membro da direcção que reafirmou a possibilidade de se encontrar uma solução. Um membro do gabinete da câmara do vereador José Sá Fernandes também falou da negociação de quarta-feira, explicando as diligências que podem ser feitas na Câmara.
A advogada do Grémio esteve presente no local, falou muito brevemente da possibilidade de uma negociação e anunciou uma conferência de imprensa pelas 19h30 no seu escritório, longe dali.
Os presentes não saíram do local. Continuaram a discutir. Alguns sócios queriam entrar no Grémio. Discutiu-se a possibilidade de reunir lá dentro e decidir com calma o que fazer. Numa segunda assembleia improvisada, de novo no átrio de entrada, enquanto se preparavam acções de sensibilização e protesto até à quarta-feira seguinte, levantaram-se várias vozes que defenderam que se subisse ao primeiro andar. Muitos subiram. Um polícia pergunta “o que é que fazem aqui?” e começa a empurrar e agredir os primeiros a subir a escada. As pessoas não desmobilizam. Protestam contra a violência despropositada da polícia.
Cinco polícias estão lá em cima. Cassetetes na mão. Os ânimos aquecem. Algumas pessoas apelam à calma. Um membro da direcção apela à calma e volta a reafirmar a possibilidade de se suspender o despejo e arranjar uma solução para o Grémio continuar vivo, que passasse simplesmente por uma actualização da renda. Algumas pessoas pedem identificação da polícia por lhes terem batido.
Grita-se: “ O Grémio é nosso!”, “Lisboa a quem a vive” e palavras contra a repressão policial. Chegam reforços policiais (mais um dez polícias) que tentam abrir caminho à força pelas escadas para chegar ao primeiro andar. Todos as pessoas se sentam no chão, dificultando a passagem da polícia. A polícia não está com meias medidas, começa a bater indiscriminadamente em todos, criando o caos. Várias pessoas magoadas e esmagadas. Fotógrafos e jornalistas agredidos. Ouvem-se gritos. As pessoas protegem-se, defendem-se como podem. A polícia bate com cassetetes, empurra e pontapeia. Varre à pancada a escada. As pessoas saem do edifício para a rua. Há cabeças partidas, e muitos queixam-se de terem sido agredidos. Pelo menos um jornalista e um dos que estavam na escada pacificamente ficam no átrio de entrada (rés-do chão).
Depois de alguns diálogos infrutíferos entre a polícia e as pessoas que ali se encontravam, os polícias fazem um cordão cá em baixo, já na rua e começam a dizer às pessoas para circular. Várias viaturas da polícia estão estacionadas no Rossio, junto ao Grémio. As pessoas protestam contra a violência policial. Concentram-se ainda durante algum tempo à frente do Arco do Bandeira (o arco debaixo do Grémio).
… e depois:
As imagens da TVnet mostram imobilizado no chão um rapaz. Este rapaz, que nunca agrediu nenhum polícia e apelou repetidamente à calma, foi detido e levado para a esquadra.
Na esquadra foi fechado numa sala, foi espancado violentamente (com socos, com uma cadeira, etc), foi ameaçado e torturado durante horas por um dos polícias que estava na operação, um polícia da esquadra da Estefânia de uma posição hierárquica superior. O rapaz violentado pôde telefonar a chamar advogados e amigos que, depois de finalmente sair da esquadra (cerca das 3 da manhã, seis horas depois de ser levado para a ), o levaram ao hospital. Tem várias lesões no corpo e na cabeça.”
Será que não se consegue fazer o despejo de uma instituição centenária sem esta vergonha? Sabendo-se que há negociações em curso?
[quem não vir aqui um vídeo carregue aqui]
Domingo em frente às (agora antigas) instalações do Grémio Lisbonense outro protesto, este contra o fim do IAJ e contra o novo programa Porta 65 e as injustiças por este trazidas
(mais informações em http://www.porta65fechada.net)
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